sexta-feira, 22 de novembro de 2019

09:42:00

Lesões em corredores fundistas recreacionais: incidência, tipos de maior ocorrência e fatores associados

 

INTRODUÇÃO

No último século, em decorrência dos hábitos da vida moderna, o homem torna-se cada vez mais "tecnológico" e sedentário, contrariando os hábitos de nossos ancestrais que percorriam em torno de 20 a 40 km por dia efetuando a caça, a pesca e a coleta Weineck (2003).

A prática regular de exercício físico vem sendo apontado como uma importante estratégia relacionada com prevenção de doenças e promoção de saúde. Sua prática contínua está relacionada com a redução de morte prematuras, doenças do coração, AVE, câncer, diabetes tipo II, hipertensão arterial, obesidade, redução da ansiedade e estresse, entre outros fatores (Cruz et al., 2017).

Segundo Hespalhol Junior et al. (2012), nos últimos 40 anos a corrida é um dos tipos de atividade física mais populares do mundo, o número de praticantes vem crescendo consideravelmente. Muitas pessoas acabam por escolher a corrida como modalidade de exercício na busca hábitos de vida mais saudáveis, como controlar o peso corporal e melhorar a capacidade física, além de ser considerada uma atividade física de baixo custo e de fácil execução.

A Federação Internacional das Associações de Atletismos (IAAF) define as corridas de rua como provas disputadas em circuitos de rua com distâncias oficiais variando de 5km a 100km. A corrida, quando comparada com outros exercícios físicos, torna-se uma atividade altamente versátil, pois pode ser feita em uma ampla variedade de ambientes, fechados ou abertos, em pista ou terrenos irregulares, em subida, no mesmo nível ou em descida, no frio do inverno ou no calor do verão, durante o dia ou à noite. Além de ser um gesto motor aprendido nos primeiros anos de vida, não é necessário material específico muito sofisticado (Souza et al., 2013).

Uma das consequências do aumento da popularidade da prática da corrida é o aumento das lesões musculoesqueléticas entre os praticantes, as quais apresentam incidência que pode variar entre 19,4% e 92,4% dependendo da população alvo e da definição do termo "lesão musculoesquelética" utilizada (Hespalhol Junior et al., 2012).

Para Campos et al. (2016), conceitualmente a lesão pode ser definida como dano causado por trauma físico sofrido pelos tecidos do corpo, de forma aguda, quando é resultado de um único trauma, ou crônica, quando ocorre de cargas repetidas em longo prazo.

Desse modo, torna-se importante investigar a ocorrência, tipo e fatores associados a lesões em corredores fundistas relacionadas à corrida.

O estudo objetivou verificar a ocorrência de lesões em corredores fundistas de Fortaleza/CE e identificar a predominância do tipo e local da lesão, a relação entre as lesões em corredores com o gênero e a idade, o tempo de prática, o tempo diário de treino, a frequência de treino semanal e a distância percorrida (volume) do praticante.

 

MÉTODO

Esta pesquisa caracteriza-se por ser um estudo observacional de abordagem quantitativa, realizada com sujeitos que treinam corrida de fundo (caracterizada como provas com mais de 3 km), na cidade de Fortaleza, Ceará, durante os treinos e competições no segundo semestre de 2010. Foram considerados critérios de inclusão: Sujeitos do sexo masculino ou feminino, que  morem na cidade de Fortaleza, idade acima de 20 anos e que treinem corrida de fundo.

A amostra foi composta por 77 participantes. Foi utilizada como técnica de amostragem a Probabilística ou Casual Simples (todos os componentes da população têm igual oportunidade de participar da seleção, ou seja, sorteio). Todos os sujeitos da pesquisa assinaram um Termo de Consentimento Informado Livre e Esclarecido.

O instrumento de coleta foi um questionário de classificação direta (entrevista, complementada por observação direta). Quanto ao formato das questões com suas respostas, as perguntas foram divididas em: fechadas, conduzem a uma resposta sim ou não (3 questões); e alternativas, apresenta algumas alternativas como resposta (10 questões). Este questionário foi dividido em Classes (ou Categorias). Classe I estão as perguntas 1 a 3, trazem informações sobre a identificação e caracterização dos inquiridos; Classe II, está relacionada à variável incidência de lesões; Classe III relacionadas à variável local e tipo de lesões; Classe IV relacionadas à orientação técnica, tempo de treino e volume de treino. A aplicação foi efetuada nos Centros de Treino de Atletismo, Assessorias Esportivas e nas Competições de Corrida de Fundo.

Os dados estão apresentados em forma de tabelas. Para análise de resultados utilizou-se o programa SPSS versão 15.0.

 

RESULTADOS

Os participantes foram 57,1% homens e 42,9% mulheres, com maior prevalência para indivíduos de faixa etária de 20 - 26 anos de 33,8% (Tabela 1).

Referente à ocorrência de lesão de acordo com o gênero podemos identificar que 47,7% dos homens e 17% das mulheres já sofreram algum tipo de lesão. E considerando pela faixa etária, o público de 33 – 38 anos foi o que maior teve ocorrência de lesão, 64,4% (Tabela 1).

Referente às variáveis de treino, 62,3% dos entrevistados relatou dispender entre 31 – 60 minutos, os que relataram treinar até 30 minutos por dia corresponde a 18,2% dos entrevistados e 13% relataram que treinavam entre 61 – 90 minutos por dia.

Em relação à distância percorrida por semana, a maioria dos participantes da pesquisa revelou percorrer em média 11 – 20 km, correspondendo a 35,1% dos entrevistados, enquanto aproximadamente 29% percorrem entre 5 – 10 km por semana.

De acordo com a tabela 2, os sujeitos que praticam corrida 3 vezes por semana foram os mais acometidos por lesões (54,5%), quanto ao volume semanal os sujeitos que percorrem entre 11 e 20 km por semana representaram 63,6% dos que sofreram lesões.

Entre os sujeitos participantes da pesquisa, a maioria, 67,5%, relatou treinar com orientações de um Profissional de Educação Física e aproximadamente 33% relataram treinar sem orientação de um treinador (Tabela 3).

Referente ao tempo que pratica, 18 (23,4%) informaram está com até 6 meses de prática, a metade, (50%), informaram que já sofreram algum tipo de lesão. A maioria, 27,3%, confirmou está com 3 anos de prática, sendo que 8 (38,1%) deles já passaram por lesões.

Conforme Tabela 04, entre o total de participantes, 49,4% relataram algum tipo de lesões nos últimos 8 meses.

Entre os sujeitos que relataram ter sofrido lesão nos últimos 8 meses, o tipo de lesão com maior prevalência foi a distensão muscular com 11,7%, condromalácia patelar (7,8%) e canelite (7,8%) (Tabela 4).

 

DISCUSSÃO e CONCLUSÕES

Foram submetidos ao grupo de estudo 77 indivíduos de ambos os sexos com idades entre 20 e 62 anos, sendo 57,1% homens e 42,9% mulheres, com maior prevalência para indivíduos de faixa etária de 20 - 26 anos de 23,4%.

Segundo Duarte et al. (1997) os praticantes de corridas de rua são em sua maioria homens, que exercem diferentes atividades laborais, alguns são atletas profissionais. Moura et al. (2010), encontrou  em pesquisa realizada com maratonistas do Rio de Janeiro que a maioria dos corredores era do sexo masculino e de faixa etária compreendida entre 40 – 44 anos.

Ainda de acordo com o estudo realizado por Duarte et al. (1997) para verificar o perfil de ultramaratonistas brasileiros, a média de idade do grupo foi de 36,9 anos, com uma variação de 24 a 61 anos. A maioria  dos corredores  concentrava-se na faixa de 30 a 39 anos 51%, com 17% abaixo de 30 anos e 32% com 40 anos ou mais.

Corroborando com os achados no presente estudo, referente à frequência semanal de treino, em que  foi encontrado na  maioria dos entrevistados, como correspondente a 42,9% treinarem 3 vezes na semana, um estudo de Araújo et al. (2015), os atletas referiram prática de corrida duas vezes na semana em 22,6%  dos casos, de três a cinco vezes na semana em 65,6% dos casos e mais de cinco vezes na semana em 11,8%.

Sanfelice et al. (2017), relatou através de seu estudo com 30 indivíduos de ambos os sexos e com faixa etária de 25 a 55 anos, que a maioria dos indivíduos pesquisados busca por orientação de um profissional da área de educação física na prescrição do treino, correspondente a 56,7% , apenas 40% afirmou que às vezes e apenas 3,3% (um indivíduo) negou a busca por orientação do profissional. Já no estudo de Campos et al. (2016)  com 139 corredores, sendo 78 (56%) do sexo masculino e 61 (44%) do sexo feminino, 118 (84,9%) informou  não possuir orientação especializada. Na pesquisa de Rangel e Farias (2016), constituída por 88 corredores de ambos os sexos  (56 do sexo masculino e 32 do sexo feminino), com  idade entre 18 a 70 anos, 52% da amostra possui alguma orientação, sendo do sexo feminino (62,5%), das quais a maioria (55%) são orientadas por profissional de educação física.

Referente às lesões encontradas no presente estudo, Gonçalves et al. (2016)  elaborou um estudo de revisão sistemática em duas diferentes bases de dados (SciELO e LILACS), em  que  reuniu pesquisas totalizando 927 participantes, destes, 44% apresentaram algum tipo de lesão.

Hespanhol Junior (2012), demostrou em seu estudo com 200 participantes, que a tendinopatia tinha maior prevalência nos tipos de lesões citadas, correspondente a 17,3%, dados que contrapõe com os achados no presente estudo, no qual demostrou ser a distensão muscular (11,7%) a maior ocorrência de lesão encontrada.

Neste mesmo estudo de Hespanhol Junior (2012), a articulação do joelho é a que mais sofre lesão  com 27,3%. Dados também achados no estudo de Fernandes, Lourenço e Simões (2014), onde foram encontradas as maiores ocorrências de lesão na articulação do joelho (27%), seguida por lesões no tornozelo (17%), panturrilha (13%) e perna (13%). Dados que vão de encontro com o achado neste estudo, que demostrou 20,8% de lesão de joelho nos indivíduos pesquisados.

Os resultados do presente estudo são preocupantes, uma vez que a promoção da atividade física possui como premissa o desenvolvimento de um estilo de vida mais saudável. Como a maioria dos participantes revelou treinar sob orientação profissional e aproximadamente metade destes revelou ter sofrido lesões,  portanto   a metodologia utilizada por parte dos profissionais pode estar equivocada, sugere-se então futuras pesquisas nesta área, com uma amostragem maior de corredores fundistas.

 

REFERÊNCIAS

Araújo, M. K., Baeza, R. M., Zalada, S. R. B., Alves, P. B. R., & Mattos, C. A. (2015). Lesões em praticantes amadores de corrida. Revista Brasileira de Ortopedia, 50(5), 537–540.         [ Links ]

Campos, A. C., Prata, M. S., Aguiar, S. S., Castro, H. O., Leite, R. D., & Pires, F. O. (2016). Prevalência de lesões em corredores de rua amadores. Revista Brasileira de Pesquisa em Ciências da Saúde, 3(1), 40-45.         [ Links ]

Cruz, M. L. L., Ferreira, E. O., Barbosa, R. M. C., Fonteles, A. I., Moreira, F. G. A., Benevides, A. C. S., & Lima, D. L. F. (2017). Prática de atividade física nos logradouros públicos da cidade de Fortaleza/CE. Coleção Pesquisa em Educação Física, 16(1).         [ Links ]

Duarte, M. F. S., Duarte, C. R., & Andrade, D. R. (1997). Perfil de ultra maratonistas brasileiros – quem são e como treinam. Revista Treinamento Desportivo, 3, 65-68.         [ Links ]

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Hespanhol Junior, L. C., Costa, L. O. P., Carvalho, A. C. A., & Lopes, A. D. (2012). Perfil das características do treinamento e associação com lesões musculoesqueléticas prévias em corredores recreacionais: um estudo transversal. Revista Brasileira de Fisioterapia, 16(1), 46-53.         [ Links ]

Moura, C. A., Palma, A., Filho, P. N. C., & Almeida, M. N. (2010). Características associadas aos corredores da maratona do Rio de Janeiro. Fitness Performance Journal, 9(1), 106-112.         [ Links ]

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Souza, C. A. B., Aquino, F. A., Barbosa, M. L. C., Alvarez, R B. P., & Turienzo, T. T. (2013). Principais lesões em corredores de rua. Revista UNILUS Ensino e Pesquisa, 10(20), 2381-2383.         [ Links ]

Weineck, J. (2003). Atividade física e esporte para quê? São Paulo: Editora Manole.         [ Links ]


POR:

Giselle Notini Arcânjo1; Prodamy da Silva Pacheco Neto1; Elenira de Oliveira Ferreira1; Sérgio Franco Moreira de Souza1; Eduardo Jorge Lima1; Jefferson de Sousa Lima1

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A corrida de rua como experiência de lazer para pessoas de mais idade: Um estudo qualitativo no Rio de Janeiro


Um fenômeno recente que tem se destacado nos grandes centros urbanos é a crescente participação de homens e mulheres com mais de 50 anos em corridas de rua. Estas corridas são eventos sociais que mesclam atividade física com lazer e que, dependendo do interesse do participante, poderão proporcionar também experiência de turismo. Entre os diversos tipos de corridas existentes, a maratona é uma das mais desafiantes (42,195 km) e uma das principais que atrai este público. No mundo, chegam a ser realizadas mais de 500 maratonas por ano, entre elas as de Nova Iorque, Boston, Paris, Berlim e Tóquio. Há também algumas maratonas exóticas tais como a da China, com percurso sobre a Grande Muralha, e a maratona do Sol da Meia Noite na Noruega que acontece à noite sob a luz do sol. No Brasil, as principais são as maratonas de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Acredita-se que a popularidade desses eventos sociais se deve à praticidade que a corrida oferece, como ser acessível a toda população com condicionamento adequado e, também, por ser uma atividade de baixo custo para quem participa (Salgado e Chacon-Mikahil, 2006). Com isto, é possível atingir corredores de diferentes idades e classes sociais, como pessoas acima de 50 anos.

O presente artigo busca compreender as motivações e as experiências vivenciadas por homens e mulheres acima de 50 anos que participam de corridas do tipo maratonas. Adota-se para esse objetivo a perspectiva de consumo de uma atividade que pode ser utilizada para conceber um produto de lazer e turismo.

 

A maratona como consumo de experiência

Atividades de lazer, esportes e jogos de diversão constituem importantes tipos de consumo de experiência. Este engloba aspectos multisensoriais, tais como as fantasias e emoções, e é conhecido na literatura como consumo hedônico (Holbrook e Hirschman, 1982). O consumo de experiência tem como característica o fato de que cada uma é única.

A maratona pode ser vista como uma experiência de consumo hedônico, pois envolve sensações de prazer e de diversão. Entretanto, também exige certa dose de sacrifícios, que, de acordo com sua intensidade, poderá até mesmo anular as sensações de prazer. Não obstante, cada maratona proporciona uma experiência única, seja por diferenças no percurso, no clima, no público que participa ou assiste ao evento, ou por diferenças que são inerentes ao próprio participante. No momento em que o corredor decide participar da maratona, ele se compromete a vivenciar experiências de corrida na forma de treinamento, a fim de atingir um condicionamento físico adequado. Os treinamentos envolvem situações de convívio social que não somente estimulam o conhecimento e o uso de produtos adequados à corrida, como influenciam na escolha ou sugestão de novos roteiros para locais de treinamento e de corridas.

A maratona, sendo assim um tipo de consumo de experiência, tem o consumidor como participante, logo sua presença é fundamental para o evento acontecer (Deighton, 1992). O consumidor é coprodutor da experiência de consumo. Quanto mais ajustada esta relação de coprodução, mais provavelmente novas experiências poderão surgir. Thomas et al. (2013) estudaram as interações entre os diversos agentes de uma comunidade de corredores, interações estas que em conjunto tornam possíveis as experiências de consumo de corridas. Estes agentes se dividem entre ofertadores da experiência (empresas responsáveis pelos eventos, patrocinadores, associações esportivas) e consumidores, sendo que alguns destes podem exercer dupla função, tanto como produtores e como consumidores destes serviços. Constata-se que dependência de recursos e alinhamento de interesses dos diferentes participantes contribuem para criação de valor, possibilitando a perpetuação da própria comunidade e, por conseguinte, a continuidade das ofertas de corridas.

O consumo de experiência detém um forte componente social. A interação pessoal é característica deste tipo de consumo, e pode estar presente em diferentes formas tais como a comunhão e a socialização (Holt, 1995). A comunhão acontece quando os consumidores compartilham suas experiências de consumo em conjunto. A socialização, por outro lado, se dá quando há troca de experiências entre os participantes, como por exemplo, um consumidor esclarece uma dúvida ou passa uma informação para outro consumidor (Holt,1995). Pesquisas como a de Celsi et al. (1993) e de Arnould e Price (1993) mostram em seus resultados a relevância do grupo na experiência de consumo para esportes como o skydiving e o rafting, respectivamente.

Estas características de interação social que o consumo de experiência oferece se adequam particularmente ao público de mais idade. Diniz e Motta (2006) ao realizarem uma pesquisa sobre restrições ao lazer para idosos, revelam que, com o avançar da idade, as pessoas tendem a valorizar mais a experiência em si do que o prazer de ter ou possuir. Especificam que para pessoas entre 60 e 80 anos, as preferências tendem a ser por relações interpessoais, por introspecção filosófica e maior conectividade com a vida. A escolha dos lugares para o convívio social perpassa a necessidade prática e funcional dos mesmos para ser um ambiente de socialização e de apoio emocional (Rosenbaum, 2006).

A participação em corridas de competição, como a maratona, representa uma oportunidade de interação social que exige alto grau de envolvimento e dedicação. No estudo de Shipway e Jones (2008), com corredores da maratona de Londres, verificou-se uma forte identidade de corredor. Os participantes consideram-se pertencentes ao mesmo grupo, dividindo as mesmas experiências, valores e crenças, criando uma «carreira» de corredor amador. A atividade corrida foi associada ao conceito «lazer sério» pelo alto grau de envolvimento e identidade compartilhada que oferece. O ato de viajar para competir na maratona contribuiu para exaltar a «identidade de corredor» dos participantes.

 

O envelhecimento e o esporte

Apesar do processo de envelhecimento ser algo natural e esperado para os indivíduos, este não é visto de forma simples. Para as autoridades públicas, tende a ser visto como fonte de preocupação, pois é necessário que se garanta as condições de saúde e de previdência da população. Associações entre velhice, período de incerteza e doenças acabam sendo inevitáveis (Guerra e Caldas, 2010). Mesmo que as condições de vida do idoso possam melhorar, o ser «velho» ainda segue certos estigmas. Tradicionalmente, a forma como a velhice é percebida se encontra relacionada ao declínio e perda das capacidades físicas e mentais.

Contudo, há também a perda social quando o idoso perde sua capacidade laborativa e entra na fase da aposentadoria (Guerra e Caldas, 2010). Para Barros (2011), a imagem do idoso se deteriora ainda mais quando é comparada à da juventude. As consequências disto são atitudes e comportamentos que alguns idosos procuram seguir para evitar serem considerados como velhos ou para simplesmente postergar esta fase em suas vidas (Pereira e Penalva, 2011).

Entretanto, com esta imagem negativa coexiste também uma imagem mais favorável ao envelhecimento, principalmente quando se consideram percepções feitas a partir dos próprios idosos. Guerra e Caldas (2010) fizeram um levantamento de vários estudos no Brasil que tratavam sobre a percepção dos idosos em relação ao envelhecimento. Constatou-se que há tantos relatos sobre dificuldades encontradas como também sobre recompensas, sendo estas a experiência, o conhecimento, a independência, presença de apoio e suporte familiar. Para os idosos pesquisados, há uma visão de que o envelhecimento é dependente do esforço e da responsabilidade pessoal de cada um e que a melhor forma de enfrentar é continuar ativo.

Nos últimos anos, tem estado mais presente na sociedade um discurso mais favorável em relação ao envelhecimento. O termo «terceira idade» surge para representar aquela fase da vida em que há maior liberdade, lazer, saúde e crescimento pessoal (Dionigi, 2006). A valorização da juventude, supracitada, é propulsora desta tendência, e a sociedade como um todo cria oportunidades para postergar o envelhecimento. Uma dessas iniciativas é através da atividade física A procura por atividade física pode ser vista como uma prática contra o envelhecimento (Caradec, 2011). Freitas et al. (2007) realizaram uma pesquisa em Recife com 120 idosos sobre os motivos para a prática de atividades físicas, e os resultados mostraram que os principais eram melhorar saúde, desempenho físico, autoimagem, autoestima, adotar estilo de vida saudável e reduzir o estresse.

Seguindo esta tendência de comportamento, observa-se também procura por atividades esportivas competitivas pelos idosos. Num estudo realizado na Austrália por Dionigi (2006) com idosos entre 60 e 89 anos, verificou-se que a prática de exercícios mais intensos, além de gerar maior envolvimento, permite a experimentação de certa forma de poder, uma vez que passam a ter maior controle sobre seus corpos e suas vidas. Como consequência, estes idosos admitem sentir momentos de prazer, de orgulho e de realização.

 

Método

Esta pesquisa é de caráter exploratório, visto que o tema corridas de rua ainda é escasso no meio acadêmico (Dallari, 2009; Moura et al., 2010). Como o objetivo desta pesquisa é identificar motivações e experiências vivenciadas ao correr uma maratona, adotou-se a linha de pesquisa interpretativa com uso do método qualitativo. O principal instrumento de coleta de dados utilizado foi entrevista em profundidade. Quando necessário, foram feitas consultas às publicações e sites na Internet relacionados ao tema corridas de rua.

Para a realização das entrevistas, foi adotada a técnica da bola de neve. Foram conduzidas 12 entrevistas em profundidade. Tal número se pautou pelo critério de saturação, em que cada vez mais novas informações pertinentes ao assunto da pesquisa estavam se tornando raras, ou que redundâncias tenham-se tornado frequentes. Cada entrevista teve duração média de quarenta minutos, todas gravadas (com permissão) e transcritas para análise. As entrevistas aconteceram num período de dois meses.

As perguntas fazem parte de um roteiro semi-estruturado. O que se pretendia obter dos informantes eram suas experiências com relação a maratona: sentimentos envolvidos, experiência vivida e significados.

As entrevistas aconteceram em locais públicos. A maior parte foi feita no local dos treinos de corridas: um bosque no bairro da Barra da Tijuca. Algumas entrevistas foram realizadas após o treino, momento este que foi sugerido pelos próprios entrevistados.

Todos os informantes eram residentes da cidade do Rio de Janeiro, exerciam diferentes profissões, eram praticantes de corrida e já haviam corrido pelo menos uma maratona. A idade média dos entrevistados era de 59 anos.

 

 

Todas as entrevistas começaram com a pergunta «Como você começou a correr‌». A finalidade era deixar o informante livre para dar informações sobre sua história de vida envolvendo a corrida. Depois, as perguntas passaram a discorrer sobre a maratona e a própria experiência de correr.

A análise dos dados da entrevista foi feita por blocos de texto. Utilizou-se a técnica da análise do discurso. Buscou-se categorizar a partir do levantamento dos principais temas relevantes dentro do tema relativo a corrida. Entretanto, a partir da leitura de todo o material, informações soltas, porém dignas de gerar mais riqueza para a própria pesquisa, foram igualmente consideradas.

A segunda fonte, dados secundários, foi consulta a publicações. Restringiu-se ao material editorial sobre eventos de corrida, mercado de corridas no Brasil e no exterior. Estas publicações, tanto na mídia tradicional como na mídia on-line, puderam contribuir para um melhor entendimento da evolução deste mercado de corridas de curta e de longa distância realizadas tanto por atletas profissionais como por amadores.

 

Análise dos resultados

Diversas foram as motivações que levaram os entrevistados a começarem a correr. Foram citadas motivações como: saúde, praticar uma atividade que já era comum na infância e influência de familiares. De todos aqueles que começaram a correr por razões ligadas à saúde, todos já estavam acima dos 30 anos, com a exceção de apenas um, que, apesar de mais jovem, estava preocupado com o peso corporal. Truccolo et al. (2008), ao estudarem os fatores motivacionais de adesão a grupos de corrida por corredores de Porto Alegre, também encontraram em seus entrevistados a motivação decorrente da busca de melhor condicionamento físico e saúde.

Enquanto para ingressar na atividade corrida as motivações foram variadas, para correr a prova maratona o motivo ficou em torno do desafio: «a maratona começou (a prática da maratona) porque você vai passando por obstáculos. Você corre 5 km, vê que você está bem, aí existe o desafio máximo que é a maratona.» (CAR., 70 anos).

Entretanto, uma possível motivação posterior, para além do desafio de vencer a distância, é melhorar o tempo de duração da prova. A questão do tempo da prova sempre esteve presente na entrevista como um fator de «classificação» entre os corredores. Pode-se considerar que talvez a motivação inicial seja o desafio, mas que, com o bom resultado da primeira experiência, a motivação posterior possa ser a competitividade, ou a melhora do tempo de conclusão da prova.

Por outro lado, o próprio avançar da idade também pode influenciar na motivação do indivíduo, como é visto pelo seguinte informante que começou a correr pelo desafio em si, mas que posteriormente passou a correr por motivo de saúde: «corro para não cansar» (C.P., 65 anos).

Para outros, o avançar da idade pode levar de uma experiência com motivação inicial competitiva para outra em busca da saúde: «estou com 70 anos, corridinhas só de 5 km para manter a forma e o bem-estar» (CAR., 70 anos, corredor que costumava disputar em sua categoria nas provas de longa distância).

A experiência maratona

Para os respondentes, participar de uma prova de maratona é um desafio, é também uma forma de testar os limites do corpo, de buscar superação, autoconhecimento e aventura. Como refere um entrevistado: «acho que tem um pouco dessa nossa loucura, que mora dentro de cada um, da gente se tentar desafiar de estar perto da morte, qualquer coisa assim, não sei, tem uma explicação muito sutil com relação a isso, você tem é uma grande aventura. A maratona em si é um desafio urbano (...) você está ali, num ambiente urbano e controlado.» (M.A., 49 anos).

Este desafio pode ser visto como uma forma de sacrifício. Há o sacrifício de tempo, como explica o informante: «estou numa fase que tenho que equilibrar família, trabalho e o meu esporte (...) tudo tem que caminhar junto» (M.D., 49 anos).

Há o sacrifício físico, pois a maratona é reconhecida por especialistas esportivos como atividade de esforço pesado (Pazin et al., 2008). Esta alta dose de esforço é tanto física quanto psíquica. É comum entre os participantes desta prova, definir que a partir de uma certa quilometragem existe uma barreira quase intransponível. Para os entrevistados, isso acontece, em geral, após os 30 km. É neste momento que o desafio se torna maior, e, que como consequência, necessita-se de maior empenho mental. Para os entrevistados, isto equivale a uma experiência que promove o autoconhecimento.

Como referem dois participantes:

«A maratona é um grande desafio. Acho que quando a pessoa procura a maratona, passa a ter mais o controle de si, não só o físico como o psicológico, porque a maratona é um grande desafio, é um grande desgaste, você se prepara muito. A maratona em si, a prova em si, é um grande desafio. Então você passa a se conhecer melhor a si próprio, não só fisicamente, mas também de cabeça. Eu acho que a pessoa passa a ser outra pessoa.» (J.C., 60 anos).

«Você na maratona pensa nesse diferencial lúdico, de ver um pouco da sua essência, descobrir um pouco da sua personalidade» (M.A., 49 anos).

Ao perguntar o que significa ser um maratonista, os entrevistados citaram palavras como «resistência», «pessoa determinada», «gozando de saúde», «herói», «boa cabeça», «explorar seus limites». Há uma imagem simbólica, um imaginário do corredor maratonista como uma pessoa resistente, saudável e que enfrenta desafios. Efetivamente, verifica-se que o corredor maratonista é valorizado na comunidade de corredores a ponto de para alguns só se considerar corredor «de verdade» aquele que corre maratonas. Refere um entrevistado: «o cara para dizer para mim que é corredor tem de fazer uma maratona, não importa o tempo» (V., 75 anos).

A construção deste imaginário do corredor maratonista pelos demais fazem com que os próprios maratonistas sintam certo status no grupo, sendo, consequentemente, valorizados no meio em que convivem. Uma das entrevistadas ressalta o sentimento de orgulho da condição de maratonista: «... agora não, a corrida está muito divulgada, mas na época não era conhecida assim, aquela que corre ou aquela que faz maratona, e isso é sempre uma coisa... uma pontinha de orgulho. No fundo, as pessoas acabam não falando, mas todo mundo gosta disso.» (D.A., 50 anos).

«Alguém vai puxar»: maratona e solidariedade

A interação entre corredores de maratona pode acontecer de várias formas, seja em momentos que antecedem, como nos treinos, durante a prova ou mesmo depois. Há um espírito de comunidade em que todos se ajudam, seja nos momentos mais tranquilos como nos mais difíceis. Uma das formas de olhar este espírito de comunhão, talvez possa ser através do caráter missão que a maratona apresenta, conforme é analisado por este informante: «... ali você está num desafio, o que está compartilhando ali‌ Há um desafio comum a todos. Aquilo ali une, porque como se fossem todos numa missão de guerra. Sim, essa guerra é individual.» (M.A., 49 anos).

E a solidariedade é decorrência deste espírito de união. Ela acontece também de várias formas e em situações variadas, como nos exemplos a seguir: «Ele (esporte maratona) é solidário, você vê alguém com alguma coisa e carrega junto, eu mesmo sou assim, na hora, vejo alguém, você vai, vão embora! Você está caindo, passa alguém na maratona por você: 'não para, falta pouco', você está sozinho e não está sozinho (...) então se você está numa corrida que está no final, a verdade é que alguém vai te puxar. Você nunca mais vai ver esta pessoa, mas vai te puxar.» (M.D., 49 anos).

O termo «puxar» quer dizer estimular o outro corredor a vencer a dor e continuar correndo para finalizar a maratona: «O corredor é muito unido um ao outro (...) se um machucar um chega próximo, 'espera lá colega, dá para ir', a gente está sempre dando força, é bem interessante.» (C.P., 65 anos).

Há também casos de solidariedade entre corredores, como o seguinte: «Já corri com um deficiente, com uma muleta de madeira. Aí na chegada eu falava para ele não botar a muleta no chão, para levantar a muleta, 'você bota a muleta para cima para todo mundo ver a muleta'» (V., 75 anos, ajudando a um deficiente completar a prova de maratona).

A solidariedade pode também ser sentida entre os participantes e o público, de acordo com Deighton (1992). O informante L.A. revela um exemplo da solidariedade do público de Boston: «E lá é o seguinte em Boston. Imagina você correr numa estrada, você sai de uma cidade lá e vai por uma estrada o tempo todo e o pessoal de Boston dessa cidade se preparam para corrida o ano inteiro. (...) eles saem de suas casas, dos vilarejos e ficam todos assim na beira da estrada e torcem mesmo, torcem violentamente! (...) Aí os caras gritavam para mim, me davam força e tudo mais.» (L.A., 60 anos).

No Rio de Janeiro, numa corrida, em 2013, em que a informante C. de 45 anos participou, ela relata o envolvimento da comunidade do Morro do Alemão, que recentemente havia passado pelo processo de pacificação: «Não houve nenhum conflito durante o percurso, os moradores que nos parabenizaram ficaram nas suas portas, tudo em grupo, entendeu‌ Tudo maravilhado não sei que hora eu passei, eu fui uma das primeiras mulheres, então eu recebi parabéns no percurso inteiro onde tinha população elas jogavam beijo para elas, todo mundo muito feliz» (C., 45 anos, ao correr a corrida na comunidade do Morro do Alemão no Rio de Janeiro).

A maratona como um momento de socialização e de lazer

O tema socialização apareceu nas entrevistas com todos os informantes. Para eles, a atividade de corrida e o próprio treinamento para maratonas podem envolver vários tipos de relações com outras pessoas. Isto é, apesar da corrida em si ser vista como um esporte solitário e individual, quando se trata de correr uma prova de longa distância como a maratona, busca-se o contato, seja por meio de serviços de assessoria esportiva ou simplesmente desejar estar junto com outros corredores durante os vários treinos. Nos próprios eventos de corridas, há espaços disponíveis para que estes grupos (sejam só de corredores ou de assessorias de treinamento) se estabeleçam no local e possibilitem a confraternização entre os próprios corredores e entre estes, os treinadores e o público.

Referem dois entrevistados:

«A maratona tem esse aspecto lúdico sim. Você reúne amigos, sabe, é um pretexto para você estar num evento social». (M. A., 49 anos).

«Esse meio de correr nesse ponto é muito bom, traz uma socialização» (L.A., 60 anos).

Muitos informantes associaram a prática da maratona com lazer. É comum relatos de que a maratona serve como pretexto para viajar, como nos exemplos abaixo:

«A gente busca uma maratona no período de férias que a gente tem, então a gente acaba fazendo turismo» (D.A., 50 anos).

«... Olha que coisa fantástica, tem maratona no mundo inteiro, então a gente escolhe um lugar até que não conhece que é o caso de Istambul (...) e é isso que eu acho um diferencial» (M.D., 49 anos).

Para outros, a experiência da maratona em si já é um passeio, pois não tendo o enfoque competitivo, pode ser uma forma de apreciar a paisagem.

Referem duas entrevistadas:

«Eu vejo assim, a corrida longa para mim eu gosto porque é uma corrida que você vai, é assim. Você dá a largada, você não tem que estar preocupada para que você chegue. Eu vou vendo paisagem, vou curtindo as pessoas que participam, vou curtindo as pessoas que estão dando apoio, tanto de dentro da organização como as pessoas que não correm, que não praticam esporte ou algumas que praticam.» (C., 45 anos).

«Eu gosto até assim ficar olhando para me distrair, vendo a paisagem... vendo as coisas, porque acho isso meio que tira você, como eu não estou mais preocupada com o tempo...» (D.A., 50 anos).

Além disso, o fato de a maratona corresponder a um percurso longo que leva algumas horas para um corredor amador completá-la, permite a experimentação de sensações variadas. Sensações que rementem tanto para a noção de sacrifício, como também sensações que rementem ao prazer, conforme citado por um informante: «Num treino confortável você vai se sentindo melhor e experimenta uma sensação chamado de runners high como se fosse uma loucura, um prazer do corredor e que ele entra num estágio de conforto e paz, mesmo durante a corrida que depois de uma hora ou de uma hora e meia ele está se sentindo melhor do que quando começou.» (A. A., 54 anos).

 

Considerações finais

Alguns resultados acima apresentados merecem ser salientados. Um diz respeito ao imaginário do corredor criado em torno de valores como: uma pessoa que é saudável, que gosta de desafios, que é forte e resistente. Para os entrevistados, ser corredor é estar no caminho deste ideal. Desejam ter experiências que os levem a sentir prazer, orgulho e realização de serem um pouco parte deste imaginário construído.

Para os indivíduos mais velhos, este imaginário vai ao encontro da reflexão de que para um envelhecimento adequado é necessário estar ativo. Se manter «corredor» é trilhar neste caminho de um corpo que envelhecerá de forma não somente saudável, mas que também será forte e resistente. Este resultado vem a corroborar com o de Diogini (2006) em que há um reconhecimento de que a prática do esporte permite maior controle do corpo, direcionando-o para uma condição desejável.

A relação entre a prática da corrida e o avançar da idade foi destacada pelos entrevistados quando comentaram sobre as motivações. Se inicialmente importava o desafio e depois a competitividade, esta última parece ter diminuído sua relevância com a expectativa do avançar da idade. Para os entrevistados mais velhos continuar correndo é para manter-se saudável. Para os mais novos, ao comentarem sobre o futuro, havia uma expectativa de que as motivações poderiam ser diferentes.

A maratona apesar de ser percebida como uma atividade altamente desgastante e de grandes sacrifícios, gera uma sensação plena de bem-estar, quietude e satisfação. A maioria dos entrevistados disseram ter vivenciado um momento de intenso prazer durante a maratona ou durante seus treinos. Tal experiência é decorrência do alto nível de concentração e esforço exigido, mas que, estando bem treinado, é possível suportar. Estas sensações de bem-estar e satisfação permitem levar ao estado de realização e associar a maratona como uma experiência que também é lúdica.

A socialização entre os corredores também merece ser destacada. A busca por lugares para ter convívio social é uma das necessidades dos indivíduos mais velhos (Rosenbaum, 2006). Os eventos de corrida e os treinos são formas convenientes de suprir esta demanda. Ademais, estes eventos têm a capacidade de reunir pessoas em torno do mesmo interesse, o que intensifica ainda mais um senso de comunidade e pertencimento (Thomas et al., 2013; Shipway e Jones, 2007). E estes valores de socialização são percebidos mais fortemente com o avançar da idade.

Diante das experiências relatadas pelos entrevistados com relação a maratona, revelam-se os desejos de conquistar numa única experiência sensações como prazer, sacrifício, orgulho e realização; de contribuir para manter-se saudável e se divertir, de estar com amigos e viajar. Por meio da corrida e da maratona, abre-se um leque de oportunidades que envolvem basicamente três pilares: a socialização, o lazer e a qualidade de vida.

Estes pilares podem ser a base para a conquista de consumidores de maratonas pelo setor de turismo. Entretanto, estes consumidores devem ser vistos como grupos heterogêneos. Enquanto para corredores de meia-idade, a dedicação ao esporte exige muita negociação com outras áreas como família e trabalho, para os mais velhos a disponibilidade de tempo é algo que conta a favor. Por outro lado, o desafio torna-se mais penoso. Com isto, os pacotes turísticos que visam promover estas experiências podem se ajustar ao perfil destes corredores. Como por exemplo, segmentar corridas, não somente pela distância, mas por horários e percursos diferentes. Promover maior estímulo àqueles que correm por competitividade por meio de premiações. Buscar cenários atraentes e percursos leves para aqueles que preferem o estímulo à saúde.

As principais limitações desta pesquisa dizem respeito à natureza exploratória da investigação, pois não se pode promover generalizações. Entretanto, os temas levantados permitem agregar novos conhecimentos desta experiência de consumo.

Com relação à pesquisas futuras, sugere-se entender em maior profundidade as motivações e benefícios gerados pela corrida para consumidores de mais idade, destacando as diferenças de gênero.

 

Referências bibliográficas

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segunda-feira, 21 de outubro de 2019

07:54:00

Treino Tabata na corrida



O HIIT parece muito científico, mas é bastante simples. Ele é composto de exercícios físicos curtos e intensos com breves períodos de recuperação. Esses exercícios podem ter de 10 segundos a 5 minutos de duração.

Se isso é difícil? Isso depende da duração do intervalo, mas a chave é dar o máximo de si durante aquele tempo. Se você está fazendo Tabatas (20 segundos de esforço, seguidos por 10 segundos de recuperação), você está em aceleração total por 20 segundos. Se você está fazendo de 3 a 5 minutos, você está na sua zona de VO2 max, ou cerca de 95% da sua frequência cardíaca máxima.

Como realizar?

Uma das vantagens deste treino é sua maneira simples de execução. Depois de um prévio aquecimento, você precisa fazer oito sessões, cada uma é composta por 20 segundos de intensidade máxima (escolha qualquer exercício como ciclismo, corrida ou os funcionais) e de mais 10 segundos de descanso ativo. Neste descanso ativo você não deve parar, mas apenas diminuir a intensidade. Por exemplo: se você for usar a corrida, neste descanso ativo você pode tanto caminhar como correr, mas em baixa velocidade.

O segredo de sua realização está na intensidade: quando se fala de intensidade máxima entenda que é "carga" total. Dê o máximo que você consegue. Mas, lembre-se de consultar um médico e checar seu nível de condicionamento físico antes de aderir ao treino, para evitar problemas e desgaste físico.

O HIIT, assim como qualquer outro exercício físico, promove adaptações fisiológicas no organismo. Estas, por sua vez, estão relacionados com a carga do exercício.

Os estilos de HIIT, caso não lembre eles fazem uma alusão à proporcionalidade entre o exercício e o descanso.

Lembre-se que o descanso pode ser total ou com continuidade do exercício, porém com baixa intensidade.

DICA!

Como Prescrever o HIIT para Corrida baseado na VO2 máxima
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sexta-feira, 27 de setembro de 2019

10:04:00

Correr melhora desempenho sexual


Além de melhorar a resistência, proteger o coração, perder peso e promover a sensação de bem-estar, os benefícios da prática de exercícios físicos também ajudam no sexo.

De acordo com o estudo publicado no Journal of Sexual Medicine, atividades como a corrida podem ajudar a melhorar o desempenho sexual.

Disfunção erétil e orgasmo

Os especialistas concluíram que quanto mais os homens e mulheres se exercitavam, melhores eram sua função e satisfação sexual.

O estudo apontou que homens que corriam o suficiente para queimar 4 mil calorias por semana - o equivalente a 4 horas e meia por semana, tiveram as chances de disfunção erétil reduzidas em aproximadamente 25%.

Já as mulheres puderam notar melhorias relacionadas ao nível de excitação e orgasmo após atingirem níveis de aproximadamente 4 horas de corrida por semana, o equivalente a 3.100 calorias. E as chances de disfunção sexual feminina foram reduzidas em 30%.

Por que exercício melhora o sexo?

A pesquisa analisou um grupo com 3.906 homens, com idade entre 41 a 45 anos, e 2.264 mulheres, com idade média de 31 a 35 anos. Todos os participantes eram corredores, ciclistas e nadadores.

Para a análise, foram recolhidas informações de quantas vezes na semana os atletas se exercitavam, bem como o desempenho sexual, incluindo problemas com disfunção erétil para homens e dificuldades de excitação para mulheres.

A explicação dessas mudanças é bem parecida com a maneira que o exercício físico ajuda o coração: artérias saudáveis e boa circulação ajudam a garantir que todas as partes funcionem da melhor maneira possível.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

09:13:00

Importância de conhecer a Biomecânica da Corrida



Evoluir na corrida requer uma postura correta, o que faz com que você tenha maior facilidade para das as passadas e consiga render mais nos treinos e nas provas. A prática de gestos motores errados durante a atividade não só pode ocasionar lesões, como também faz com que você tenha um maior gasto de energia durante a corrida e compromete sua performance.

A biomecânica da corrida é uma ferramenta tão útil mas assusta alguns corredores que acreditam ser muito difícil ou até impossível alterar a sua forma de correr. Pois não é. E não sou só eu que estou dizendo. Pesquisadores da Universidade de Harvard estão publicando artigos mostrando que é possível melhorar a biomecânica de corredores em dois semanas.

Como Prescrever o HIIT para Corrida baseado na VO2 máxima

Conhecer a biomecânica da corrida e suas diferentes modalidades é de total importância para estruturar e planejar o treinamento do seu aluno, seja ele atleta ou corredor recreacional.

Procure entender com cuidado os mecanismos e musculações que envolvem a corrida, quais os músculos mais envolvidos e quais são os determinantes de performance.

Como já dito anteriormente, a biomecânica da corrida realizada de forma adequada traz benefícios, como:

  • Prevenção de lesões;
  • Melhora na performance.

Para isso, o profissional de educação física deve estar atento aos pequenos detalhes do padrão de locomoção do seu aluno.

Não importa a idade. O corpo é capaz de aprender a correr melhor e de forma mais saudável. No começo é preciso pensar um pouco e prestar atenção, mas depois o novo movimento fica automático.

Se você é profissional e quer saber mais sobre esse Biomecânica da Corrida, vou te indicar um conteúdo muito bacana. Clique aqui.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

08:17:00

Como Prescrever o HIIT para Corrida baseado na VO2 máxima




Curso voltado ao Profissionais e estudantes de educação física

Aprenda uma Forma Simples, Rápida e Efetiva de Prescrever e Controlar a Intensidade do HIIT Quando a Modalidade for a Corrida na Esteira;

E mais:

- Parâmetros de Prescrição e Controle da Intensidade do HIIT na corrida na Esteira (Fisiológicos e Mecânicos);
- Conceito e Aplicação da Velocidade de Corrida Associada ao VO2 máximo;
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- Como Prescrever o HIIT Curto para Corrida na Esteira pela Velocidade de Corrida Associada ao VO2 máximo;
- Como Prescrever o HIIT Longo para Corrida na Esteira pela Velocidade de Corrida Associada ao VO2 máximo;
- Exemplos Reais de Protocolos para Corrida em Esteira;
- Exemplos de Como Adaptar os Protocolos para Corrida em Esteira;

Como Prescrever o HIIT Curto e HIIT  Longo para Corrida na Esteira pela Velocidade de Corrida Associada ao VO2 máximo

Parâmetros de Prescrição e Controle da Intensidade do HIIT na corrida na Esteira (Fisiológicos e Mecânicos)

Todos os Parâmetros necessários para a Prescrição do HIIT Curto e Longo quando o Objetivo for Aumento do VO2 máximo, para aumento do Tempo de Tolerância a Ácidos Metabólicos e para Aumento da Tolerância a Fadiga

Conceito e Aplicação da Velocidade de Corrida Associada ao VO2 máximo (vVO2 máx)

Exemplos Reais de Protocolos para Corrida em Esteira

Como Estimar a Velocidade de Corrida Associada ao VO2 máximo por Testes que VOCÊ Pode Aplicar na Esteira da Sua Academia. Com 5 Estratégias Diferentes

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Sobre o Autor

Fabio Ceschini (CREF 004783 G/SP) é Graduado em Educação Física, Especialista em Fisiologia do Exercício Aplicado a Idosos, Especialista em Ciências do Esporte pelo CELAFISCS (Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul), Mestre em Atividade Física, Saúde e Nutrição pela Faculdade de Saúde Pública da USP e Doutorando em Educação Física.

Professor de Graduação em Educação Física há 14 anos nas disciplinas de Fisiologia do Exercício, Envelhecimento e Atividade Física e Exercício para Grupos Especiais.

Professor dos Cursos de Pós Graduação há 11 anos em Musculação e Condicionamento Físico, Biomecânica e Prescrição do Exercício, Fisiologia Aplicado à Prescrição do Exercício, Treinamento Esportivo, Prescrição do Exercício Aeróbico e Resistido para Grupos Especiais e Prescrição do Treinamento HIIT Aplicado ao Emagrecimento, Grupos Especiais e a Performance Esportiva.

Coordenador dos Cursos de Pós Graduação da USCS em Prescrição do Exercício Aeróbico e Resistido para Grupos Especiais e Prescrição do Treinamento HIIT Aplicado ao Emagrecimento, Grupos Especiais e a Performance Esportiva.

Coordenador do Curso de Pós Graduação da FMU em Prescrição do Exercício Aeróbico e Resistido na Prevenção e Tratamento de Doenças Crônicas.

Coordenador do Curso de Pós Graduação da UNIFAE em Treinamento Intervalado de Alta Intensidade (HIIT) Aplicado a Performance Esportiva, Estética e a Grupos Especiais.

Coordenador do Curso de Atualização no Centro de Pesquisa e Ensino do Hospital Israelita Albert Einstein em TREINAMENTO HIIT aplicado na Prevenção e Controle do Risco Cardiometabólico.

Coordenador do Curso de Atualização no Centro de Pesquisa e Ensino do Hospital Israelita Albert Einstein em Prescrição do Exercício para Saúde dos IDOSOS

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quinta-feira, 4 de julho de 2019

11:59:00

Biomecânica da Corrida



O curso análise biomecânica da corrida foi construído com base na literatura mais atualizada e na experiência clínica desenvolvida ao longo de 10 anos de trabalho com esses atletas.

Ao longo desse tempo desenvolvi uma forma sistemática e replicável para analisar os corredores e identificar disfunções que comprometem o desempenho ou resultam em lesões.

O objetivo do curso é capacitar os Fisioterapeutas e Educadores Físicos a identificarem e interpretarem padrões estáticos e dinâmicos que influenciam na performance e saúde do corredor.



O PROGRAMA
1. INTRODUÇÃO
     1. Aspectos demográficos da corrida de rua e o mercado no Brasil
     2. Razões para avaliar um corredor
     3. Anamnese docorredor
     4. Estações da análise biomecânica da corrida
2. LESÕES EM CORREDORES
     1. Fatores de risco de lesão em corredores
     2. Lesões em corredores
     3. Respostas inerciais
     4. Lesões mais comuns
3. ESTAÇÃO 1 – ASPECTOS POSTURAIS
     1. Apoios e arcos plantares
     2. Controle do retropé
     3. Disfunções posturais dos pés
     4. Aspectos posturais dos joelhos
     5. Aspectos posturais da pelve e quadril
4. ESTAÇÃO 2 - BAROPODOMETRIA ESTÁTICA E DINÂMICA
     1. Princípios da Baropodometria
     2. Distribuição das pressões plantares
     3. Tipos de pés
     4. Baropodometria dinâmica
     5. Preenchimento dos dados
     6. Funções do software
5. ESTAÇÃO 3 - TESTES FUNCIONAIS
     1. Mobilidade
     2. Estabilidade
     3. Padrão funcional
     4. Interpretação dos resultados
     5. Apresentação da prática
6. ESTAÇÃO 4 - BIOMECÂNICA DA CORRIDA
     1. Fases da corrida
     2. Estudo sobre a pronação
     3. Medição da pronação
     4. Entrada no solo
     5. Corrida descalço
     6. Joelho na corrida
     7. Pelve e quadril na corrida
7. ROTINA DE AVALIAÇÃO
     1. Apresentação da rotina
     2. Apresentação da ficha de avaliação
     3. O laboratório
8. BÔNUS 1 – EXERCÍCIOS CORRETIVOS
     1. Exercícios corretivos
     2. Pirâmide do desempenho
     3. Prática dos exercícios corretivos
9. BÔNUS 2 - TÊNIS DE CORRIDA
     1. Tecnologia dos tênis de corrida
     2. Classificação  e indicação dos tênis de corrida
     3. Guia do tênis

Ao final do curso os profissionais estarão capacitados a diagnosticarem o padrão funcional de postura e movimento, o mecanismo de corrida, determinar o planejamento terapêutico ou de ajustes no treino funcional e a indicar os modelos de tênis adequados a cada perfil de corredor.

No curso de análise biomecânica da corrida online você terá diversas vantagens sobre o curso presencial. Veja algumas:
1. No curso online você terá mais conteúdo que no presencial;
2. Você poderá estudar no seu tempo, no seu ritmo;
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sexta-feira, 14 de junho de 2019

10:40:00

Cross Training para corredores



O Cross Training para corredores refere-se à combinação de exercícios que trabalham diferentes partes do corpo.É frequente uma atividade em particular trabalhar certos grupos musculares, e outros não, o cross training tem por objetivo eliminar isto. Por exemplo, a corrida, é um excelente exercício para desenvolver a capacidade aeróbia, e faz um uso prolongado dos grandes grupos musculares das pernas. Um corredor poderá depois levantar pesos para fortalecer o tronco, coisa que a corrida não faz.

Ao combinar diferentes modos de exercício, evita que os mesmos grupos musculares e articulações sejam solicitados repetidamente da mesma forma. Como consequência, tende a reduzir a probabilidade do seu corpo ser agredido pelo o excesso exercício.

Além disso, foi mostrado também que pode ter um efeito muito positivo sobre a adesão dos indivíduos a longo prazo para um tipo específico de actividade.

Benefícios

• Reduz a falta de motivação para o exercício;

• Permite-lhe ter flexibilidade com os seus programas de treino e necessidades (se a piscina está fechada, pode ir dar uma corrida);

• Produz um nível superior de capacidade geral;

• Melhora o nível de todo o corpo, não apenas alguns grupos musculares;

• Reduz o risco de lesão;

• Trabalha alguns músculos enquanto outros descansam e recuperam;

• Por vezes consegue continuar a treinar enquanto lesionado;

• Melhora a sua agilidade, skills e equilíbrio.

Para Atletas:

Acelera a recuperação pós fratura

O cross training pode muitas vezes, ajudar a corrigir o problema, e com isso, abreviar o retorno do atleta à atividade. É um exemplo a contribuição da musculação para a melhora de inflamações.

Aumenta a resistência aeróbica

A principais atividades sugeridas para serem alternadas com o treino principal são aeróbicas, como natação, ciclismo e a própria corrida. Mas também podem ser realizados treinos de resistência de baixa intensidade, como o pilates.

Aumenta a potência

Estudos comprovaram que a utilização de exercícios de salto (pliométricos) pode aumentar a capacidade de explosão na corrida.

Aumenta a eficiência

Alguns exercícios, ou simples movimentos, melhoram nosso potencial de execução da atividade , ou seja, nossa capacidade de realiza-a exigindo menos dos músculos e articulações. Um deles são os alongamentos dinâmicos, que imitam a maneira como essas estruturas corporais se comportam durante a atividade, preparando-as melhor.

DICA PARA PROFISSIONAIS

Treino Funcional e Cross - Passo a Passo (em vídeo) - Este conteúdo foi elaborado como auxílio para acadêmicos e professores de Educação Física que pretendem trabalhar com seus alunos e clientes, podendo ser individualmente ou na parte coletiva , com atividades físicas voltadas para a promoção de bem estar, saúde, emagrecimento e ganho de massa muscular. Saiba mais clicando aqui!

quarta-feira, 10 de abril de 2019

11:13:00

Como a boa hidratação melhora a corrida


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Você sabia que um grau de desidratação de apenas 2% já provoca queda no desempenho? Por isso, manter-se hidratado é fundamental para correr melhor. E ter líquidos à mão não basta, é preciso saber quando e como cada um deve ser utilizado. A perda de água e sais através do suor prejudica a contração muscular e a transmissão de impulsos nervosos. Por isso, a pessoa desidratada corre mais risco de cãibra, lentidão nos movimentos e até no raciocínio.

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A desidratação diminui o volume sanguíneo que, por sua vez, reduz a capacidade do organismo de transmitir calor e acaba forçando o coração a bater mais rapidamente. Assim, o corpo tem mais dificuldade para responder ao esforço e o rendimento na corrida cai. Para ajudar a manter o corpo hidratado, beber de 250 a 500 ml de líquido (1 a 2 copos) uma a duas horas antes da corrida pode fazer a diferença. Para quem não se programou com antecedência, pelo menos 125 a 250 ml de líquido, 15 a 30 minutos antes do treino, já ajuda. Bebidas esportivas, água e chá gelado são boas opções.


Uma alternativa para ter fonte de líquidos durante toda sua atividade é treinar com uma mochila de hidratação. Anatômica, ela permite ao atleta correr sem o incômodo de carregar garrafas na mão, além de oferecer acesso rápido a seu reservatório por meio de um canudo com válvula de sucção. Outro método aprovado por corredores amadores e profissionais é utilizar cintos de hidratação para carregar água ou isotônico.

Durante a corrida, beber pequenas quantidades de líquido em intervalos regulares pode ajudar você a absorver a bebida de modo mais eficaz e evitar a sensação de estômago estufado. Outra dica é aproveitar as bebidas geladas. Elas diminuem a temperatura do corpo e a percepção de esforço, permitindo que atletas se exercitem por mais tempo.

Publicado em 15/10/13 e refeito em 10/04/19

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